Preços de imóveis residenciais têm maior alta em 10 anos

Kenlo

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07 ago, 24 | Leitura: 5min

Atualizado em: 20/08/2024

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Saiba como o aumento dos preços de imóveis residenciais afeta o mercado imobiliário e quais capitais registraram as maiores variações.

Os preços de venda dos imóveis residenciais no Brasil registraram a maior alta em uma década, segundo pesquisas. Em julho, o índice subiu 0,76%, acumulando uma alta de 6,53% no ano. Essa aceleração significativa reflete um momento de bonança para o mercado imobiliário, impulsionado por uma série de fatores econômicos e políticas habitacionais.

O Impacto da Selic e do Crédito Imobiliário

Mesmo após o término do ciclo de cortes na taxa Selic, o crédito imobiliário continua a crescer em termos reais. Segundo especialistas, a taxa média de financiamento se manteve praticamente constante no primeiro semestre de 2024, favorecendo a concessão de crédito e, consequentemente, impulsionando o mercado de imóveis.

Contudo, o cenário para os próximos meses é incerto. O Comitê de Política Monetária (Copom) não descarta a possibilidade de uma nova alta de juros para assegurar a convergência da inflação à meta. Essa possível mudança na política monetária pode impactar diretamente o mercado imobiliário, tornando o crédito mais caro e reduzindo o poder de compra dos consumidores.

Mudanças no Programa Minha Casa, Minha Vida

O governo anunciou recentemente que vai limitar a 50% a cota de financiamento de imóveis usados na faixa 3 do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV) nas regiões Sul e Sudeste. Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a cota será reduzida para 70%. Essas mudanças podem afetar a demanda por imóveis usados, pressionando ainda mais os preços.

Onde os Preços Subiram Mais?

Este levantamento mostrou alta nos preços em 52 das 56 cidades monitoradas, incluindo 20 das 22 capitais que integram o cálculo. Entre as capitais, Salvador (BA) foi a que mais se destacou, com uma alta de 2,44%. Outras capitais que registraram aumentos significativos incluem São Luís (MA) com 1,76% e Curitiba (PR) com 1,43%.

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Esta edição do índice também passou a acompanhar os preços de venda de imóveis residenciais em seis novas capitais: Aracaju (SE), Belém (PA), Cuiabá (MT), Natal (RN), São Luís (MA) e Teresina (PI). A inclusão dessas capitais oferece uma visão mais abrangente do comportamento do mercado imobiliário brasileiro.

Lista das Variações entre as Capitais

  • Salvador/BA (+2,44%)
  • São Luís/MA (+1,76%)
  • Curitiba/PR (+1,43%)
  • João Pessoa/PB (+1,32%)
  • Aracaju/SE (+1,18%)
  • Goiânia/GO (+1,17%)
  • Fortaleza/CE (+1,15%)
  • Natal/RN (+1,06%)
  • Belo Horizonte/MG (+1,03%)
  • Teresina/PI (+1,03%)
  • Brasília/DF (+0,80%)
  • Porto Alegre/RS (+0,79%)
  • Florianópolis/SC (+0,75%)
  • Cuiabá/MT (+0,74%)
  • Belém/PA (+0,67%)
  • São Paulo/SP (+0,60%)
  • Recife/PE (+0,36%)
  • Rio de Janeiro/RJ (+0,30%)
  • Manaus/AM (+0,27%)
  • Vitória/ES (+0,05%)
  • Campo Grande/MS (-0,63%)
  • Maceió/AL (-0,05%)

Perspectivas Futuras

O aumento dos preços de imóveis residenciais, aliado às políticas governamentais e possíveis mudanças na taxa de juros, cria um cenário complexo para o mercado imobiliário. Investidores e compradores devem estar atentos às tendências e ajustes no mercado para tomar decisões informadas.

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O mercado imobiliário brasileiro vive um momento de alta, registrando a maior variação em 10 anos. Apesar das incertezas econômicas e das mudanças nas políticas habitacionais, o setor continua a mostrar resiliência. 

Para aqueles que buscam investir ou comprar imóveis, é essencial acompanhar de perto as tendências e se preparar para possíveis oscilações no mercado.

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